Palavras novas

Quero escrever palavras novas, mas não consigo. Por que? Porque as emoções e os sentimentos são os mesmos. Se repetem. Não que sejam antigos, mas são cíclicos. É o eterno retorno. Nada de novo, exceto a vontade de que tudo não acabe de forma tão igual. Quero escrever palavras novas e preciso inventar um sentido para elas. Tá difícil. Então recorro a Gonzaguinha, e , ..."fico com a pureza da resposta das crianças. É a vida, é bonita e é bonita."

Aí, pra não dizer que não escrevi nenhuma palavra nova (mesmo que não tenham sido criadas por mim), citarei Ana Terra, minha sobrinha e afilhada, uma das pessoas mais belas em sua idade, beleza de verdade, que chegou pra mim e disse: -"Padinho, minha Mãe dançou madalém".

– O quê Ana Terra?

-"Minha Mãe dançou madalém!"

-Como?

-"MÁAA- DÁ- LÉEEEEM!!!"

Caiu a ficha. Aninha, minha cunhada, havia dançado com um par e mais um casal de dançarinos, no sábado à noite, durante o aniversário de 80 anos de minha Sogra (QUERIDA) a música Nada Além. Parece meio óbvio Madalém, mas a pronúncia é que foi determinante para a confusão. Saiu tudo junto e bem pronunciado. Fiquei esperando algo mais e nada. Era aquilo mesmo, Madalém. E com muita propriedade. MADALÉM! Isso tudo me trouxe lembranças, que na verdade são a negação do esquecimento (me recuso esquecer), de meus filhos quando pequenos. Xavana dizia: "pórtico". Algo assim como chato, antipático. "Você é um pórtico". Nada a ver com o sentido original da palavra. Xaeny falava num "inglês perfeito"quando queria xingar alguém ou só por gaiatice: "soniê de putch". Tradução: filho da puta. Tem muitas mais. Mas, o que quero dizer é que palavras novas ou com sentidos diferentes do original servem para expressar as mesmas idéias já existentes. Não há nada de novo. Que pena. Que droga.

 



Escrito por Heitor Cunha às 04h19
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Preciso arranjar um Cachorro. Pra mim é muito difícil viver sem um cão. Hoje vi alguém passeando com o seu e me bateu a maior melancolia. Saudades de La Toya.

"O que me torna tão agradável a companhia do meu cão, é a transparência do seu ser. - O meu cão é transparente como o vidro. - Se não existissem cães, não gostaria de viver." 

Schopenhauer.

É mais ou menos isso.



Escrito por Heitor Cunha às 14h37
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Enquanto isso...UM GRIIIITTTTOOO!!!



Escrito por Heitor Cunha às 00h24
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Sob a luz dos postes Víboras bebem o mesmo vinho que os homens. E dizem que os animais vêem em preto e branco. O mundo pra eles será mais artístico, poético, abstrato ou triste?



Escrito por Heitor Cunha às 10h56
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Pode perder a cabeça procurando se encontrar ou encontrar uma cabeça perdida nas passarelas paralelas às ruas.



Escrito por Heitor Cunha às 22h17
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Ana e o Burro têm destinos diferentes. E... quem disse que as paralelas nunca se encontram?



Escrito por Heitor Cunha às 21h44
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Graças a Glauco Spíndola comecei isso aqui...não sei onde vai dar. Nem quem.

Escrito por Heitor Cunha às 21h21
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